quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Dormindo com o INIMIGO


A maneira como dormimos pode ser sim a maior origem e causa de dores no corpo como um todo. Essas dores e cansaços ao despertar incomodam tanto que relutamos a acreditar que estamos literalmente dormindo com o inimigo.
Sintomas como cefaleia constante, cansaço ao despertar, dores nas costas, formigamento nos braços, torcicolos, dores nas pernas, dores nos braços, piora do refluxo, piora no quadro de dores por varizes... Além de acelerar o desgaste corporal, com desgastes ósseos e cartilaginosos precoces por aumento de stress mecânico.
Para levar esse inimigo para a cama, não existe mistério, a causa é sempre não conhecer a pessoa com quem andamos, no caso, nosso corpo. Muitas vezes a falta de atividade física (que aumentaria a nossa percepção corporal), o aumento de horas de trabalho, ambiente de trabalho inadequado (mesas, telefone, cadeira computadores e uso de celulares já tão integrados na nossa rotina), ajudam a alterar nossos movimentos mais comuns. Isso tudo acaba deixando marcas no nosso corpo, que muitas vezes nos “agarram” para dormir. Fica muito difícil deixar todo esse stress corporal no tapete da cama, não?
Entre as posições recomendadas saiba como se colocar melhor na cama:
A posição fetal ou de lado, é adotada pela maioria das pessoas, para isso é necessário o uso de dois travesseiros um que mantenha a cabeça alinhada com a coluna (ou seja, deve ter a largura do ombro ou um pouquinho mais), o segundo travesseiro vai embaixo da perna de cima e não entre as pernas simplesmente, ele deve ser maior que o da cabeça e mais denso, bloqueando a rotação do quadril e estabilizando a perna de cima.
Outra maneira de dormir é a de costas (ou seja, com as costas apoiadas no colchão), nessa posição, colocar um travesseiro denso sob os joelhos, relaxando a região lombar da nossa coluna. Prefira nessa posição um travesseiro baixo na cabeça.
Dormir de barriga para baixo, decúbito ventral, bruços... Só mudou o nome, está proibido, exceto para aqueles que quiserem manter o inimigo grudado nas costas ao acordar!
Mudar a maneira de dormir é muito difícil para a maioria, mas não impossível!
O nosso corpo é o nosso veículo de movimento e liberdade, inspire-se e liberte-se! 
Bons sonhos.


Adriana P. S. Vinha
Fisioterapia, Osteopatia, Cadeias Musculares, RPG e Sohier




terça-feira, 24 de fevereiro de 2015




Acupuntura faz bem para muita coisa



por Marina Misiara


Em artigo de revisão e discussão crítica sobre a eficácia da Acupuntura a professora Dra. Roberta de Medeiros*e o professor Dr. Marcelo Saad** discutem seus efeitos fisiológicos.

Derrubando uma série de tabus esta técnica milenar tem angariado o status de terapêutica válida, segundo os padrões Ocidentais, por ter apresentado resultados positivos e mensuráveis, através de pesquisas científicas controladas.

Atualmente, sabe-se, por exemplo, que os pontos de acupuntura realmente existem. Distinguem-se das outras regiões da derme por apresentarem, histologicamente falando, uma maior concentração de fibras nervosas, rede capilar mais desenvolvida e concentração de mucopolissacarídeos.

Além da comprovação de sua existência muitos dos mecanismos de ação dos pontos em geral e de cada um especificamente já foi estudado.

Um dos efeitos mais conhecidos é o da atuação nos mecanismos de dor. A punção de alguns pontos faz o corpo liberar opioides endógenos e outras substâncias analgésicas no sistema nervoso central e periférico.

E é por este motivo que a acupuntura tem se tornado conhecida pela sua eficiência no tratamento das dores musculoesqueléticas.

Isto é um fato inquestionável, porém, muitas outras condições clínicas, que não envolvem diretamente quadros álgicos, podem ser tratadas através dela.

A saber, distúrbios gastrointestinais, metabólicos, imunológicos e quadros complexos envolvendo fatores físicos e emocionais.




* Bióloga. Doutora em Fisiologia pela UNESP-Botucatu; Professora Titular de Fisiologia do Centro Universitário São Camilo
** Médico Fisiatra e Acupunturista. Doutor em Ciências pela UNIFESP-EPM. Membro do Corpo Clínico do HIAE.


Bibliografia
de Medeiros, Roberta, and Marcelo Saad. "Acupuntura: efeitos fisiológicos além do efeito placebo." (2009).